Queria que você deixasse que eu te acolhesse. E te abraçasse e te dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando você perder assim a razão ou o equilíbrio do nada. Eu queria que você soubesse que não me importo de você se expor demais e que eu deixo você ser assim, não me importo que fique apenas quietinha e quente quando o mundo resolvesse te magoar! Porque você é briguenta, mas é mais sensível que maria-mole na frigideira. Eu queria te levar para um planeta onde não existisse tempo de pirar, e que você pudesse pirar a todo tempo! E eu pudesse ir agora no seu mundo e te dizer que eu nunca vou me cansar de você. E eu pudesse, de repente, gritar bem alto, porque me irrita esses milhares de sorrisos tecnológicos que você faz. E me irritar com você porque meio mundo te procura enquanto eu não posso te procurar… Você sempre diz o que pensa, abre as portas da sua casa, da sua vida, da sua alma, dos seus medos. Basta você ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que manda suas zilhões de luzes e cega todo o mundo. Você é além. Ninguém entende nada… E que se dane a natureza gritando no seu ouvido que não pode ser assim. Que não sabe esperar nada. E a natureza gritando no seu ouvido que então, já que é birrenta, vai ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiraram você nesse mundo, seu coração sente um monte de coisa desordenada, seu cérebro pensa um monte de absurdo. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, você já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louca de vez em quando. Quem é essa natureza maluca, quem é esse mundo maluco? Quem são esses doidos que exigem tanta certeza e tanta “finesse” e tanta postura da gente? E que me irritam quando falam mal de você? Que expulsam você de mim? Que dizem que você não merece nada que eu faço por ti? O problema é que, nesse mundo sem graça com celulares que apitam e mensagens que chegam, e telefones que não são atendidos, ninguém mais sabe nem sugar e nem ser sugado até a última gota. Fica uma droga de um joguinho superficial de trocas superficiais. E ai você aparece na minha vida pra consertar tudo isso. Queria que ao menos que me deixasse te acolher. E te abraçasse e dizer que eu nunca vou conseguir se você não estiver aqui. E que tudo bem, tudo bem de vez em quando você perder assim a razão ou o equilíbrio. E repetir e repetir e repetir o erro. E jurar que da próxima vez será normal. Mesmo sabendo que eu nao vou acreditar porque você nunca vai ser normal. E por isso eu preciso da sua loucura. Pra abastecer a minha e me segurar aqui. Porque no fundo tô pouco me lixando pra essa maioria idiota. Pode até ser meio solitário correr atrás de você a todo o tempo, mas como é gostoso olhar para mim dentro dos seus braços e enxergar todo mundo pequenininho!

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